A diabetes é uma doença que ainda assusta muito, no entanto, em pleno século 21 ainda existem muitos mitos e informações desencontradas sobre a doença e seus sintomas. Sendo assim, pesquisamos tudo sobre diabetes, as principais dúvidas e questões para resumir tudo que você precisa saber sobre a doença.

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Você não precisa saber absolutamente tudo sobre diabetes e seus sintomas. Porém muitos pacientes quando diagnosticados não sabem nem o que é a doença, como tratá-la, como controlá-la corretamente e nem por que motivo é afetado por ela. Por isso a necessidade de irmos ao médico e fazer exames regularmente é justamente para evitar qualquer agravamento ou uma descoberta tardia de doenças sem cura.

Existe 4 tipos de diabetes que podemos diagnosticar, como a tipo 1, tipo 2, a gestacional e a diabete insipidus ou  insípida, que é causada por danos no eixo hipotálamo e hipófise, é um tipo mais raro que se assemelha ao tipo mellitus, porém não provoca alteração na quantidade de açúcar no sangue.

Já a tipo 1 é uma doença auto imune, geralmente diagnosticada na infância, a tipo 2 é causada por atores genéricos ou maus hábitos de vida. A diabete gestacional surge durante a gravidez e pode ser diagnosticada com 22 duas semanas e os sintomas são semelhantes aos da diabete tipo 2.

Tudo sobre Diabete

01  – Sintomas da Diabetes:

Como grande parte das doenças, o corpo dá sinais de que algo não vai bem. Saber ficar atento a esses sintomas da diabetes é fundamental para buscar tratamento o mais cedo possível e, assim, manter a diabetes controlada.

  • Urinar muito;
  • Sede;
  • Fome;
  • Cansaço fácil;
  • Fraqueza;
  • Disfunção erétil;
  • Dores nas pernas ou formigamento;
  • Visão turva;
  • Entre outros.

Esses são alguns dos sintomas que indicam a doença, por isso é preciso fazer o exame de glicemia regularmente. Vale sempre ressaltar que como existem alguns tipos dessa condição, os sintomas podem variar de acordo com o tipo.

– Sintomas da Diabetes Tipo 1:

Um dos sintomas da diabetes tipo 1 é a necessidade de urinar várias vezes diariamente: caso sinta-se vontade de ir ao banheiro com mais frequência e sem nenhuma explicação aparente, pode ser um sinal de alteração nas taxas de açúcar. A sede e a fome constantes também são sintomas.

Outro sintoma da diabetes tipo 1 é o emagrecimento, inclusive em casos onde a pessoa sente muita fome, ou seja: a pessoa sente fome, come bem, mas emagrece, o que configura um sinal de alerta, assim como mudanças de humor, nervosismo, fadiga e fraqueza.

O estômago também é uma parte afetada pela doença: náuseas e vômitos, sem nenhuma explicação aparente, podem ser indicativos de que há um problema com as taxas de açúcar. Os sintomas característicos da diabetes tipo 1 aparecem de forma bastante rápida.

Veja quais são os sintomas da diabetes tipo 1

Deve-se ficar atento à cetoacidose diabética, uma complicação da diabetes tipo 1 que, em alguns casos, pode ser um primeiro sintoma, pela pessoa não saber que é diabética. Na cetoacidose as células não recebem energia, por causa da falta de insulina, e começam a queimar gordura. Porém, a energia obtida é insuficiente e gera muitos ácidos.

Os sintomas são hálito frutado, cetonas na urina, dificuldade respiratória, náuseas, vômitos, dor abdominal, e confusão mental. Deve-se tomar cuidado, pois a cetoacidose pode levar ao coma e à morte. Ao menor sinal, deve-se procurar um médico especialista em diabetes.

– Sintomas da Diabetes Tipo 2:

Já os sintomas da diabetes tipo 2, também chamada de diabetes adquirida, incluem a ocorrência de infecções constantes, como de pele, de rins e de bexiga (infecção urinária). Caso haja recorrência do quadro de infecção, vale a pena investigar se a causa não é a diabetes.

Nesse cenário, é comum ocorrer algumas doenças como candidíase, tanto no homem quanto na mulher, que é um tipo de infecção provocada pelo fungo Candida albicans que costuma ocorrer geralmente na língua, boca, vagina ou no pênis. Outra condição que pode ocorrer é a acantose nigricans, uma doença de pele relativamente rara que provoca manhas (pele escurecida), deixa a pele espessa e rugosa e costuma atingir o pescoço, as axilas e virilhas.

Manhas na pele podem indicar diabetes tipo 2

Outro sintoma da diabetes tipo 2 é o aparecimento de furúnculos e de feridas cuja cicatrização é demorada. Os olhos também merecem atenção: o embaçamento da visão, associado a outros fatores, constitui um sintoma tanto da diabetes tipo 2 bem como do tipo 1, também.

A ocorrência de formigamento nos pés pode ser um sinal da doença. Além disso, há também alguns sintomas comuns entre a diabetes mellitus tipo 1 e 2: a vontade de urinar toda hora, a fome constante e a sede (boca seca) frequente. A tontura também pode ocorrer em casos de hipoglicemia, níveis baixos de açúcar (glicose) no sangue, e também de hiperglicemia, níveis altos de açúcar no organismo.

Os sintomas da diabetes tipo 2 aparecem de modo gradativo. É importante deixar claro que um sintoma apenas não fecha um diagnóstico: é necessária a junção de mais sintomas para que se confirme a suspeita de diabetes e se comece uma investigação através de exames, como Glicemia em jejum, Hemoglobina glicada e Curva glicêmica.

– Sintomas da Diabetes Gestacional:

A diabetes na gravidez é um tipo mais raro da doença, que ocorre durante a gestação. Os sinais e sintomas dessa condição são relativamente os mesmos do tipo 1 e 2, dentre eles:

  • sede excessiva (boca seca);
  • visão embaçada (turva);
  • infecções;
  • vontade de urinar frequente; e
  • aumento do peso corporal.

Como Reverter os Sintomas da Diabetes?

É fato que alimentação e diabetes estão interligados, porém a grande maioria dos diabéticos ainda não sabe como utilizar a alimentação da maneira correta para controlar os sintomas da diabetes mellitus. Todavia, a chamada alimentação inteligente baseada em estudos com comprovação científica pode ajudar a estabilizar a doença e consequentemente o paciente diabético terá uma vida normal.

No vídeo abaixo, você pode saber mais sobre alimentos funcionais que ajudam a manter o controle glicêmico estável naturalmente:

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02 – Diabetes Causa Impotência Sexual:

A doença é responsável por um grande número de casos de impotência sexual entre os diabéticos, estima-se 02 em cada 03 diabéticos sofram algum grau de disfunção erétil. O grau de impotência se intensifica ainda mais com o avanço da idade do paciente e com o descontrole da doença.

03 – Hiperglicemia e Hipoglicemia:

Ocorre a hiperglicemia quando a taxa de glicose no sangue está alta. Considera-se que valores acima de 126 mg em jejum já são suspeitos de diabetes, já a hipoglicemia é o baixo nível de glicose no organismo (abaixo de 60 mg).

04 – Fatores de Risco para Diabete:

  • Idade acima de 40 anos;
  • Sobrepeso/obesidade;
  • Hipertensão;
  • Sedentarismo;
  • Apneia do sono;
  • Depressão;
  • Má alimentação;
  • Histórico familiar;
  • Colesterol alto.

No entanto, a doença também é corriqueira em crianças e adolescentes, por isso é preciso ficar de olho nos pequenos.

05 – Tratamento para Diabetes:

O tratamento da doença varia de acordo com o caso, mas envolve alimentação saudável, prática regular de atividade física, monitoramento glicêmico e em alguns casos, medicamentos via oral ou aplicação de insulina (tipo 2).

O método de tratamento criado pelo Dr. Rocha tem como objetivo melhorar a sua qualidade de vida, onde você deverá passar a utilizar todos os alimentos funcionais a seu favor, ou seja, consumir os alimentos de forma adequada. Isto porque, você não deverá utilizar somente remédios ou ainda ficar refém de tomar insulina para o controle do doença com eficácia.

06 – Quanto tempo uma pessoa diabética pode viver?

Considerando os números referentes aos pacientes dos tipos 1 e 2 que NÃO mantinham a doença controlada devido ao progresso das complicações da doença.

  • Os diabéticos tipo 1, em média, têm menor esperança de vida, por cerca de 20 anos.
  • Já os diabéticos tipo 2, em média, têm menor esperança de vida, por cerca de 10 anos.

A doença cardiovascular é a causa mais comum de morte em pacientes diabéticos. Isto porque, alterações fisiopatológicas que ocorrem durante a hipoglicemia aumentam o risco de morte súbita em pacientes com avançado de doença cardiovascular.

As pessoas diabéticas podem desenvolver muitas complicações graves de saúde, tais como:

  • Problemas nos nervos;
  • Distúrbios renais;
  • Amputações de membros;
  • Cegueira; e
  • Infecções graves.

Elas também têm um risco maior de doença coronariana, acidente vascular cerebral e certos tipos de câncer, como o do pâncreas e do câncer de útero.

Estima-se que a cada seis segundos morre uma pessoa no mundo por complicações relacionadas com a doença. Em 2014 foram registrados quase cinco milhões de mortes causadas pelo diabetes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que esta condição será a sétima causa de morte a nível global, até ao ano 2030.

Entre 50 e 80% das mortes decorrentes por diabetes, devem-se a doenças cardiovasculares.

07 – Pré-diabetes:

São também considerados pré-diabéticos indivíduos com forte antecedente familiar de diabete (ambos os pais diabéticos, irmão gêmeo univitelino de um paciente diabético) e mulheres que deram a luz a recém-nascidos com 4 kg ou mais.

→ Veja, também, como muitas pessoas estão vencendo a diabete naturalmente: Vencendo a Diabetes

08 – Obesidade e Diabetes:

Uma recente pesquisa publicada na revista científica The Lancet, afirma que 6% de alguns tipos de câncer podem ocorrer graças à obesidade e ao diabetes. Nessa pesquisa verificou-se que um Índice de Massa Corporal elevado em conjunto com o diabetes pode estar associado com pelo menos 12 tipos de câncer.

A diabetes e a obesidade têm sido associadas com tumores no cólon, vesícula, fígado, pâncreas e endométrio. Pesquisadores descobriram que a obesidade combinada com a diabete são as responsáveis 38.4% dos casos de câncer de endométrio e 8.9 % dos casos de câncer de mama. Além disso, 25% dos tumores no fígado e cerca de 30% dos de útero.

Diante disso, é crucial que pacientes diabéticos obesos eliminem o excesso de gordura. A redução do peso pode ser atingida com uma combinação de fatores, tais como:

  • restrição calórica;
  • atividade física;
  • mudança de comportamento e de hábitos alimentares;
  • além de suporte psicológico em alguns casos de obesidade.

09 – Perda Auditiva e Diabetes

Existem inúmeros estudos que confirmam a relação entre a perda auditiva e a diabetes. Especificamente, em um estudo realizado pelo National Center for Rehabilitative Auditory Research comprovou que pessoas diabéticas têm o dobro de chances de sofrer perda auditiva. Para realizar o estudo escolheu-se uma amostra de 5.140 pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos, entre pacientes diabéticos e pessoas completamente saudáveis.

perda auditiva e diabetes

Verificou-se que a percentagem de pessoas diabéticas, com problemas de audição para ouvir sons de média ou baixa frequência era de 21%, enquanto o índice de usuários saudáveis situava-se em torno de 9%, menos da metade.

A doença costuma danificar os nervos e os vasos sanguíneos do ouvido interno. Esta é a provável causa de maior incidência de perda de audição entre os diabéticos.

Como resultado da estreita relação entre a perda auditiva e a diabetes, os pesquisadores recomendam que sejam realizados testes de audição de rotina em pacientes diabéticos.

10 – Saúde da Pele

Devido a alterações nos vasos sanguíneos e os danos que a diabetes mal controlada pode causar nas fibras nervosas, afetando os sistemas de regulação das funções, como a microcirculação e a transpiração. Essas condições trazem consigo as seguintes consequências para a saúde da pele:

  • Perda da sudorese e da lubrificação da oleosidade da pele.
  • Perda da camada protetora da pele (conhecido como manto ácido) e de suas funções.
  • Mudanças no pH normal da pele.
  • Ressecamento, descamação e, por conseguinte, prurido ou coceira.

As alterações na circulação devem-se ao espessamento dos vasos sanguíneos da pele, que faz com que haja uma menor irrigação sanguínea e, por conseguinte, que a pele fique mais exposta a agentes patogênicos do ambiente, pois as defesas abaixadas. Isto dá como resultado:

  • Diminuição da espessura e densidade da pele.
  • Mudanças na temperatura cutânea.
  • Alterações na coloração da pele, que podem ser manchas ou erupções cutâneas.
  • Maior risco de infecções por agentes patogênicos

11 – Pancreatite e Diabetes

De acordo com um estudo realizado na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, a pancretite ou inflamação do fígado está relacionada com o aparecimento de diabetes. Os cientistas acompanharam 24 testes clínicos de pessoas com pancreatite aguda e descobriu-se que 37% haviam desenvolvido pré-diabetes ou diabetes após o surgimento da pancreatite.

Além disso, os pesquisadores revelaram que a prevalência de diabetes foi de 23%, enquanto que a prevalência de pré-diabetes foi de 16%. E cerca de 15% desenvolveu diabete, um ano após sofrer a pancreatite aguda.

12 – Demência

Um estudo publicado na revista Neurology, revelou que as pessoas diabéticas são duas vezes mais propensas a apresentar declínio cognitivo do que aquelas que têm níveis normais de glicose. Além disso, este estudo confirmou que a diabetes é um fator de risco para sofrer qualquer tipo de demência, e não apenas a doença de Alzheimer.

Além disso, uma pesquisa recente realizada na Universidade do Arizona, assegura que os altos níveis de glicose estão relacionados com um maior risco de desenvolver algum tipo de deterioração mental.

13 – Diabetes e Parkinson

Um estudo, publicado na revista Diabetes Care, e realizado com base nos dados de cerca de 289 mil adultos nos Estados Unidos, comprovou que a diabetes está associada a um ligeiro aumento do risco de desenvolver Parkinson.

Os pesquisadores revelaram que a diabete pode favorecer a doença de Parkinson por diferentes mecanismos como a redução da concentração central de dopamina, inflamação, estresse oxidativo e doença vascular cerebral.

Essas são apenas algumas das principais dúvidas que o assunto gera. Claro que existem inúmeras e poderíamos ficar aqui durante horas e horas, se abordássemos tudo sobre a doença, mas o ponto principal que você precisa saber é como manter a diabetes controlada e evitar as suas terríveis complicações.

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