A diabetes é uma doença que ainda assusta muito, no entanto, em pleno século 21 ainda existem muitos mitos e informações desencontradas sobre esse assunto. Sendo assim, pesquisamos tudo sobre diabetes, as principais dúvidas e selecionamos 13 questões para resumir tudo que você precisa saber sobre a doença.

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Você não precisa saber absolutamente tudo sobre diabetes, porém muitos pacientes quando diagnosticados não sabem nem o que é a doença, como tratá-la, como controlá-la corretamente e nem por que motivo é afetado por ela. Por isso a necessidade de irmos ao médico e fazer exames regularmente é justamente para evitar qualquer agravamento ou uma descoberta tardia de doenças sem cura.

Existe 4 tipos de diabetes que podemos diagnosticar, como a tipo 1, tipo 2, a gestacional e a diabete insipidus ou  insípida, que é causada por danos no eixo hipotálamo-hipófise, é um tipo mais raro que se assemelha ao tipo mellitus, porém não provoca alteração na quantidade de açúcar no sangue.

Já a tipo 1 é uma doença auto imune, geralmente diagnosticada na infância, a tipo 2 é causada por atores genéricos ou maus hábitos de vida. A diabete gestacional surge durante a gravidez e pode ser diagnosticada com 22 duas semanas e os sintomas são semelhantes aos da diabete tipo 2.

Tudo sobre Diabete

01  – Sintomas da Diabetes:

  • Urinar muito;
  • Sede;
  • Fome;
  • Cansaço fácil;
  • Fraqueza;
  • Disfunção erétil;
  • Dores nas pernas ou formigamento;
  • Visão turva;
  • Entre outros.

Esses são alguns dos sintomas que indicam a doença, por isso é preciso fazer o exame de glicemia regularmente. Vale sempre ressaltar que como existem alguns tipos dessa condição, os sintomas podem variar de acordo com o tipo;

02 – Diabetes Causa Impotência Sexual:

A doença é responsável por um grande número de casos de impotência sexual entre os diabéticos, estima-se 02 em cada 03 diabéticos sofram algum grau de disfunção erétil. O grau de impotência se intensifica ainda mais com o avanço da idade do paciente e com o descontrole da doença.

03 – Hiperglicemia e Hipoglicemia:

Ocorre a hiperglicemia quando a taxa de glicose no sangue está alta. Considera-se que valores acima de 126 mg em jejum já são suspeitos de diabetes, já a hipoglicemia é o baixo nível de glicose no organismo (abaixo de 60 mg).

04 – Fatores de Risco para Diabete:

  • Idade acima de 40 anos;
  • Sobrepeso/obesidade;
  • Hipertensão;
  • Sedentarismo;
  • Apneia do sono;
  • Depressão;
  • Má alimentação;
  • Histórico familiar;
  • Colesterol alto.

No entanto, a doença também é corriqueira em crianças e adolescentes, por isso é preciso ficar de olho nos pequenos.

05 – Tratamento para Diabetes:

O tratamento da doença varia de acordo com o caso, mas envolve alimentação saudável, prática regular de atividade física, monitoramento glicêmico e em alguns casos, medicamentos via oral ou aplicação de insulina (tipo 2).

O método de tratamento criado pelo Dr. Rocha tem como objetivo melhorar a sua qualidade de vida, onde você deverá passar a utilizar todos os alimentos funcionais a seu favor, ou seja, consumir os alimentos de forma adequada. Isto porque, você não deverá utilizar somente remédios ou ainda ficar refém de tomar insulina para o controle do doença com eficácia.

06 – Quanto tempo uma pessoa diabética pode viver?

Considerando os números referentes aos pacientes dos tipos 1 e 2 que NÃO mantinham a doença controlada devido ao progresso das complicações da doença. Os diabéticos tipo 1, em média, têm menor esperança de vida, por cerca de 20 anos. Já os diabéticos tipo 2, em média, têm menor esperança de vida, por cerca de 10 anos.

A doença cardiovascular é a causa mais comum de morte em pacientes diabéticos. Isto porque, alterações fisiopatológicas que ocorrem durante a hipoglicemia aumentam o risco de morte súbita em pacientes com avançado de doença cardiovascular.

As pessoas diabéticas podem desenvolver muitas complicações graves de saúde, tais como:

  • Problemas nos nervos;
  • Distúrbios renais;
  • Amputações de membros;
  • Cegueira; e
  • Infecções graves.

Elas também têm um risco maior de doença coronariana, acidente vascular cerebral e certos tipos de câncer, como o do pâncreas e do câncer de útero.

Estima-se que a cada seis segundos morre uma pessoa no mundo por complicações relacionadas com a doença. Em 2014 foram registrados quase cinco milhões de mortes causadas pelo diabetes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que esta condição será a sétima causa de morte a nível global, até ao ano 2030.

Entre 50 e 80% das mortes decorrentes por diabetes, devem-se a doenças cardiovasculares.

07 – Pré-diabetes:

São também considerados pré-diabéticos indivíduos com forte antecedente familiar de diabete (ambos os pais diabéticos, irmão gêmeo univitelino de um paciente diabético) e mulheres que deram a luz a recém-nascidos com 4 kg ou mais.

→ Veja, também, como muitas pessoas estão vencendo a diabete naturalmente: Vencendo a Diabetes

08 – Obesidade e Diabetes:

Uma recente pesquisa publicada na revista científica The Lancet, afirma que 6% de alguns tipos de câncer podem ocorrer graças à obesidade e ao diabetes. Nessa pesquisa verificou-se que um Índice de Massa Corporal elevado em conjunto com o diabetes pode estar associado com pelo menos 12 tipos de câncer.

A diabetes e a obesidade têm sido associadas com tumores no cólon, vesícula, fígado, pâncreas e endometrio. Pesquisadores descobriram que a obesidade combinada com a diabete são as responsáveis 38.4% dos casos de câncer de endométrio e 8.9 % dos casos de câncer de mama. Além disso, 25% dos tumores no fígado e cerca de 30% dos de útero.

Diante disso, é crucial que pacientes diabéticos obesos eliminem o excesso de gordura. A redução do peso pode ser atingida com uma combinação de fatores, tais como restrição calórica, atividade física, mudança de comportamento e de hábitos alimentares, além de suporte psicológico em alguns casos de obesidade.

09 – Perda Auditiva e Diabetes

Existem inúmeros estudos que confirmam a relação entre a perda auditiva e a diabetes. Especificamente, em um estudo realizado pelo National Center for Rehabilitative Auditory Research comprovou que pessoas diabéticas têm o dobro de chances de sofrer perda auditiva. Para realizar o estudo escolheu-se uma amostra de 5.140 pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos, entre pacientes diabéticos e pessoas completamente saudáveis.

perda auditiva e diabetes

Verificou-se que a percentagem de pessoas diabéticas, com problemas de audição para ouvir sons de média ou baixa frequência era de 21%, enquanto o índice de usuários saudáveis situava-se em torno de 9%, menos da metade.

A diabetes costuma danificar os nervos e os vasos sanguíneos do ouvido interno. Esta é a provável causa de maior incidência de perda de audição entre os diabéticos.

Como resultado da estreita relação entre a perda auditiva e a diabetes, os pesquisadores recomendam que sejam realizados testes de audição de rotina em pacientes diabéticos.

10 – Saúde da Pele

Devido a alterações nos vasos sanguíneos e os danos que a diabetes mal controlada pode causar nas fibras nervosas, afetando os sistemas de regulação das funções, como a micro-circulação e a transpiração. Essas condições trazem consigo as seguintes consequências para a saúde da pele:

  • Perda da sudorese e da lubrificação da oleosidade da pele.
  • Perda da camada protetora da pele (conhecido como manto ácido) e de suas funções.
  • Mudanças no pH normal da pele.
  • Ressecamento, descamação e, por conseguinte, prurido ou coceira.

As alterações na circulação devem-se ao espessamento dos vasos sanguíneos da pele, que faz com que haja uma menor irrigação sanguínea e, por conseguinte, que a pele fique mais exposta a agentes patogênicos do ambiente, pois as defesas abaixadas. Isto dá como resultado:

  • Diminuição da espessura e densidade da pele.
  • Mudanças na temperatura cutânea.
  • Alterações na coloração da pele, que podem ser manchas ou erupções cutâneas.
  • Maior risco de infecções por agentes patogênicos

11 – Pancreatite e Diabetes

De acordo com um estudo realizado na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, a pancretite ou inflamação do fígado está relacionada com o aparecimento de diabetes. Os cientistas acompanharam 24 testes clínicos de pessoas com pancreatite aguda e descobriu-se que 37% haviam desenvolvido pré-diabetes ou diabetes após o surgimento da pancreatite.

Além disso, os pesquisadores revelaram que a prevalência de diabetes foi de 23%, enquanto que a prevalência de pré-diabetes foi de 16%. E cerca de 15% desenvolveu diabete, um ano após sofrer a pancreatite aguda.

12 – Demência

Um estudo publicado na revista Neurology, revelou que as pessoas diabéticas são duas vezes mais propensas a apresentar declínio cognitivo do que aquelas que têm níveis normais de glicose. Além disso, este estudo confirmou que a diabetes é um fator de risco para sofrer qualquer tipo de demência, e não apenas a doença de Alzheimer.

Além disso, uma pesquisa recente realizada na Universidade do Arizona, assegura que os altos níveis de glicose estão relacionados com um maior risco de desenvolver algum tipo de deterioração mental.

13 – Diabetes e Parkinson

Um estudo, publicado na revista Diabetes Care, e realizado com base nos dados de cerca de 289 mil adultos nos Estados Unidos, comprovou que a diabetes está associada a um ligeiro aumento do risco de desenvolver Parkinson.

Os pesquisadores revelaram que a diabete pode favorecer a doença de Parkinson por diferentes mecanismos como a redução da concentração central de dopamina, inflamação, estresse oxidativo e doença vascular cerebral.

Essas são apenas algumas das principais dúvidas que o assunto gera. Claro que existem inúmeras e poderíamos ficar aqui durante horas e horas, se abordássemos tudo sobre a doença, mas o ponto principal que você precisa saber é como manter a diabetes controlada e evitar as suas terríveis complicações.

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